Os primeiros egressos do Mestrado Profissional em Inovação da UFRN

Aprovado nos Aplicativos de Propostas de Cursos Novos (APCN) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) de 2014 e em funcionamento desde agosto de 2015, o Mestrado Profissional em Ciência, Tecnologia e Inovação da UFRN iniciou o processo de titulação de seus primeiros egressos.

 As qualificações dos mestrandos da turma de 2015 começaram em maio desse ano. “Estratégias para a mitigação da obsolescência precoce de software do ponto de vista da experiência de uso” é o título da primeira dissertação do Programa de Pós-Graduação e Ciência Tecnologia e Inovação (PPgCTI), de autoria de Augusto Pimenta Pereira de Souza, egresso do curso de Ciências e Tecnologia (C&T), defendida em 19 de julho.

Amanhã, às 9h30, na sala 9 da Escola de Ciências e Tecnologia é a vez de Moisés Cirilo de Brito Souto, professor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte, defender seu trabalho final de curso intitulado “Gestão de inovação em startup de rede de coleta de dados sem fio, multipropósito, modular, flexível: estudo de caso de um spin-off de pesquisa da Plataforma Samanaú”. Neste trabalho será discutida a gestão de inovação baseada em spin-off acadêmico de pesquisa. Será apresentada a startup resultante, COIoT, do Projeto Samanaú, um projeto de pesquisa desenvolvido no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte em conjunto com o Centro Regional do Nordeste do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Além disso, serão descritos também os artefatos de propriedade intelectual desenvolvidos e que foram introduzidos no mercado por essa startup, modelada durante o presente mestrado e objeto deste trabalho. Serão discutidos os resultados em termos desses artefatos e como os mesmos foram explorados comercialmente pela startup, resultando em retorno na forma da royalties às instituições de pesquisa envolvidas.

No dia 04 de agosto, às 14h, acontece a defesa de Matheus Ferras Petrovich Pereira, também egresso de C&T. A dissertação intitulada “InSaTe: Prototipando Saúde” tem como resumo: limitações éticas, legais e técnicas comprometem estudos da anatomia humana. Vieria et al (2013) e Marrey Neto (2006) evidenciam que o alto custo de manutenção, a dificuldade em se obter corpos e o risco que materiais de conservação apresentam à saúde daqueles que frequentam laboratórios anatômicos configuram-se como entraves ao estudo de anatomia pelos métodos tradicionais. Ainda, a análise do cenário a partir de diálogos com profissionais da área, identificou que modelos anatômicos sintéticos por vezes não têm o realismo desejado para determinadas aplicações. É dentro desse contexto que se insere o projeto de pesquisa centrado no desenvolvimento de soluções para capacitações e diagnósticos na área da saúde a partir de processos de prototipagem. Com o objetivo de transbordar a ideação para o mercado, o projeto foi embasado na metodologia do Design Thinking. A fim de entender a relação dos indivíduos com o problema, foram conduzidas entrevistas embasadas no Canvas de Proposta de Valor, e a conversão do problema em negócio fez-se utilizando o Canvas de Modelo de Negócios. Com o propósito de validar as propostas elaboradas foram desenvolvidos três produtos para avaliação por parte de clientes e profissionais da área. A partir de retorno recebido, pôde-se concluir que as linhas de produto e serviço propostas têm aderência ao mercado e representam uma potencial inovação na forma de lecionar, praticar, planejar e conduzir procedimentos na área da saúde.

O pioneiro

Pensar soluções para situações-problema em qualquer ponto dos agentes da tríplice hélice (universidades-empresas-governos), bem como suas interações é o cerne da formação do mestre em ciência, tecnologia e inovação do PPgCTI. Dentro desse viés, o mestrando Augusto Pimenta desenvolveu a solução FLUX para atuar na seguinte questão: o que fazer para minimizar custos quando programas de computador se tornam obsoletos e demandam a aquisição de novos? A dissertação intitulada “Estratégias para a mitigação da obsolescência precoce de software do ponto de vista da experiência de uso” tem como resumo: as aplicações de software estão se tornando altamente críticas no desenvolvimento de uma empresa ou startup. Com eles conseguimos interagir com pessoas ao redor do mundo, dirigir carros e sacar dinheiro em caixas eletrônicos. Dessa forma, possuir uma interface que ofereça uma boa experiência do usuário faz-se necessário para a sobrevivência das empresas. Nesse cenário, o presente trabalho teve como objetivo investigar se a experiência do usuário é suficiente para afetar a obsolescência de software, e em caso afirmativo, apresentar como esse processo acontece, quais estratégias podem ser utilizadas para mitigar esse problema e por fim criar uma ferramenta (FLUX) para suportar as equipes de desenvolvimento de software. Para o desenvolvimento do projeto, utilizou-se de pesquisa com usuários de softwares. Além disso, buscou-se realizar entrevistas com profissionais da área de Design e Tecnologia para validação dos conceitos. Acredita-se que a redução do tempo de concepção das soluções, o aumento do relacionamento com o usuário, posicionando-o como co-autor, além da adaptação rápida e da adoção do FLUX durante o desenvolvimento de software pode postergar a obsolescência do software e também reduzir custos: atendimento; redesign; e desenvolvimento.

pimentaEfrain Pantaleón (à esquerda), Gláucio Brandão, Augusto Pimenta, Olavo Bessa, Cláudia Ribeiro e Laura de Oliveira após a defesa da tese de mestrado

O PPgCTI

O Programa de Pós-graduação em Ciências, Tecnologia e Inovação foi aprovado em 2014 pela Capes e se tornou o primeiro mestrado em inovação do país. Essa é a primeira turma de mestres do programa que tem coordenação do professor Gláucio Brandão e vice coordenação da professora Zulmara de Carvalho.

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