PPgCTI concede mais um título de mestrado

Nesta terça-feira (25) o professor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), Moisés Souto, recebeu o título de mestre concedido pelo Programa de Pós-graduação em Ciências, Tecnologia e Inovação (PPgCTI), projeto ligado a Escola de Ciências e Tecnologia (ECT) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Em sua dissertação entitulada “Gestão de inovação em startup de rede de coleta de dados sem fio, multipropósito, modular, flexível: estudo de caso de um spin-off de pesquisa da Plataforma Samanaú”, o agora meste, falou da criação do projeto Samanaú, uma plataforma de coleta de dados meteorológicos de baixo custo, e de sua comercialização composta por três módulos: hardware (Samanaú.pcd), transmissor para satélite (Samanaú.tx) e interface de dados (Samanaú.web). O projeto que iniciou em 2012 conseguiu firmar parcerias com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Agência Espacial Brasileira (AEB).

Com seu ingresso no PPgCTI e maior conhecimento do funcionamento da tríplice hélice (modelo de interação entre instituições científicas e tecnológicas, empresas e governo), surgiu a COIoT que fechou o primeiro contrato de transferência de tecnologia em 107 anos de IFRN. Desde então a empresa ganhou reconhecimento nacional e internacional, como sua aparição no top 7 do Prêmio Anjos da revista “Pequenas Empresas, Grandes Negócios”. A COIoT já consegue gerar royalties para as sua parceiras de negócios.

Durante a apresentação, Moisés Souto ressalta que sua passagem pelo PPgCTI o ajudou a desenvolver mais o projeto de forma que sua produção acadêmica pudesse ser transbordada para a sociedade, assim como questões legais relacionadas ao novo marco de inovação e ao contrato de transferência de tecnologia.

PPgCTI  Gláucio Brandão (à esquerda), coordenador do PPgCTI; Moisés Souto e Zulmara de Carvalho, vice-coordenadora

 

Da ciência ao mercado – a construção de uma spin off de pesquisa

Para chegar ao modelo de negócio vigente, foi preciso pesquisa e planejamento, começando assim pela idealização sustentada pela Teoria de Resolução de Problemas Inventivos (TRIZ) pensada por Altshuller que se configura como a abstração, compilação e organização das melhores formas de resolver problemas na forma de estratégias e princípios.

Partindo então para a conceituação, utilizando o modelo de negócios usando a metodologia Canvas, uma ferramenta de planejamento estratégico, dividido em nove blocos são eles: Proposta de valor, Segmento de clientes, canais, relacionamento com clientes, atividade-chave, recursos principais, parcerias principais, fonte de receita e estrutura de custos.

Logo a seguir vem a experimentação que se baseia no conceito criado por Eric Ries chamado de Lean Startup, que consiste na identificação e eliminação sistemática de desperdícios de tempo, custo ou recursos. O último passo usado é a implementação utilizando o SCRUM, uma metodologia ágil para gestão e planejamento de projetos de software, em que os projetos são divididos em ciclos chamados de Sprints, em que um conjunto de atividades devem ser executadas. Ao final de cada ciclo é feita uma reunião em que a equipe planeja o próximo Sprint e assim sucessivamente.

PPgCTI 2

Zulmara de Carvalho (à esquerda), Gláucio Brandão, Moisés Souto, Silvio de Araújo (UFERSA, participou da banca avaliadora por vídeo conferência), Carlos Alexandre de Abreu (ECT), Edgard Correa (orientador da dissertação) e Manoel de Carvalho (INPE)

Mais informações sobre o Projeto Samanaú podem ser acessadas nesse link.

 

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