Projeto da ECT leva inovação e empreendedorismo para as escolas públicas de Natal

A maioria dos modelos de ensino das escolas englobam matérias básicas e preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), deixando assim um lacuna com outros conhecimentos que não são explorados. O projeto “Inovação é pop”, da Escola de Ciências e Tecnologia (ECT) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), tem o objetivo de incentivar os estudantes do ensino fundamental a despertar o interesse por inovação e empreendedorismo.

O projeto “Popularização da Inovação em unidades de ensino básico sob vulnerabilidade socioeconômica – A Inovação é Pop!”, ação do ecossistema de Negócios Tecnológicos, é coordenado pela professora Zulmara de Carvalho em conjunto com Allan de Miranda e Uderlan de França, discentes da ECT. Ambos os alunos já foram membros da Empresa Júnior da Escola de Ciências e Tecnologia (EJECT) e aproveitam os conhecimentos e experiências adquiridas na empresa para contribuir com a melhoria do projeto.

Inovação é Pop

Uderlan de França (na ponta esquerda) e Allan de Miranda (na ponta direita) com os estudantes

Foram escolhidas duas escolas municipais em zonas diferentes da cidade, uma na norte e outra na sul, para trabalhar com alunos do 9º ano. O cronograma é dividido em quatro encontros, uma aula por semana, na qual inicialmente é visto conteúdo teórico e logo após são aplicados exercícios dinâmicos e interação. Segundo Allan, os estudantes precisam aplicar os conhecimentos adquiridos, para que na aula seguinte possam relatar a experiência, tanto os pontos negativos, quanto os positivos. No final de cada encontro, os alunos levam um pequeno questionário para testar o nível de aprendizado individualmente.

O último encontro é um desafio para os estudantes pensar em soluções inovadoras dentro do ecossistema da escola. São disponibilizados materiais para escrever, desenhar; e essas ideias são levadas para a coordenação da instituição. Allan afirma que o objetivo desse exercício é passar o estímulo de continuidade.

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Apesar de ser um projeto piloto, há planos para expansão, já que a ideia é propagar a cultura da inovação e empreendedorismo pela cidade, podendo gerar mudanças não só dentro das escolas, como também nas suas redondezas.

“Saber que tem pessoas que se interessam pelo que eu estou compartilhando é o que me move a ir toda aula, tentar passar o máximo de conhecimento”, disse Allan, “E saber também que tem pessoas naquela turma que querem aprender, que viram no meu discurso sobre inovação que podem ter uma qualidade de vida melhor do que estão tendo no momento”.

*Fotos cedidas por Allan de Miranda

 

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