Pesquisa sobre Formas Diferenciais é premiada em evento da UFRN

O XXVIII Congresso de Iniciação Científica e Tecnológica (eCICT) é um evento anual promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que visa divulgar trabalhos desenvolvidos por pesquisadores e alunos de graduação nas diferentes áreas de conhecimento. O tema da edição de 2017 foi “A matemática está em tudo”.

A pesquisa “Formas Diferenciais – Formalismo Avançado em Matemática para Estudos Físicos” de Yago Brasil, em parceria com o professor da Escola de Ciências e Tecnologia (ECT), Carlos Pellicer, conseguiu o segundo lugar na categoria Ciências Exatas, da Terra e Engenharias, por conseguirem desenvolver novas equações que podem ser usadas em novas dimensões.

Yago explica que a matemática é uma ferramenta para resolver problemas, uma delas é o produto vetorial – operação feita entre vetores que possui diversas aplicações na física e na matemática – só que este produto é limitado a um espaço específico, conhecido como espaço vetorial tridimensional. O desafio foi desenvolver uma nova matemática para conseguir generalizar o produto para qualquer dimensão, utilizando as formas diferenciais, para assim poder ser aplicado de uma forma mais geral na física.

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Yago Brasil durante a apresentação que aconteceu no Auditório da Reitoria

Na fase de desenvolvimento, aplicaram o que já tinham nas equações de Maxwell – muito utilizadas na teoria eletromagnética – reescrevendo-as com o novo formalismo, condensando as quatro equações para obter duas, mas sem perda de informações e ainda generalizaram para qualquer dimensão. Mas as forma diferenciais não se restringem ao eletromagnetismo, outras aplicações desse formalismo seria, por exemplo, na termodinâmica, em fluidos e na relatividade de Einstein, além de aplicações  em matemática pura. A pesquisa foi bastente teórica, trabalhando os formalismos praticamente do zero, começando pelos conhecimentos de álgebra linear, todas as lógicas e axiomas. “Isso que é o legal da matemática, você pode criar ferramentas”, disse Yago Brasil.

A pesquisa durou um ano e a Universidade aplica a obrigatoriedade da apresentação de um relatório ao final desse período, neste ano, a regra mudou para que os trabalhos fossem expostos no eCICT. Yago, ex-aluno do Bacharelado em Ciências e Tecnologia (BCT), agora na Física, conta que já havia sido mostrado na Semana de Ciências e Tecnologia e no Grupo de Discussões em Cosmologia e Teoria de Campos, o que acabou contribuindo para melhorar a forma de abordar o tema e explicar para pessoas que não possuem conhecimentos elevados no tema.

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Acreditando que a exposição da pesquisa no evento era apenas para cumprir protocolo, Yago comenta: “ Foi bem recompensador e o trabalho valeu a pena. Estava fazendo só pelo aprendizado da iniciação científica e acabou sendo bem construtivo”.

 

*Fotos cedidas por Yago Brasil

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