Equipes do projeto “Um Robô por Aluno” recebem medalhas em olimpíada de robótica

Duas equipes de alunos do ensino médio, assistidas pelo projeto de extensão Um Robô por Aluno (URA), da Escola de Ciências e Tecnologia (ECT) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), receberam medalhas na etapa regional da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), no dia 15 de setembro no Campus Central do IFRN. O evento ocorreu entre os dias 06 e 09 de novembro, em João Pessoa (PB).

Alunos do projeto URA posam com as medalhas e os robôs premiados
A equipe “Winxs”, formada por estudantes com idade entre 16 e 17 anos e composta por Michel, Sophia e Thalis, foram os vencedores do Prêmio Dedicação, enquanto a equipe “Makers”, composta por Brenda, Carlos Daniel e Paulo, conquistou o Prêmio Maker. Os adolescentes são alunos da Escola Estadual Desembargador Floriano Cavalcanti (Floca).

As ações do projeto URA são executadas por alunos voluntários da UFRN, que se dividem em três segmentos: o de aulas, o de hardware e o de marketing. O primeiro é responsável por programar e lecionar as aulas de robótica, eletrônica e programação aos estudantes de ensino médio, além de acompanhar de perto suas desenvolturas. A equipe de hardware é composta, majoritariamente, por alunos de Engenharia que são encarregados da criação, montagem e desenvolvimento dos robôs. Por último, o setor de marketing, recentemente implantado, é quem cuida da publicidade do projeto nas redes sociais. “Vamos lá, divulgamos sobre o nosso projeto e os chamamos para vir até nós, para que possamos dar essas aulas para eles, sem custo nenhum ao aluno”, explica William Ribeiro, voluntário e atualmente coordenador adjunto do projeto.

O processo de criação dos protótipos segue os princípios da robótica modular, similar aos brinquedos Lego, no qual é possível encaixar e desencaixar suas partes – o que deixa uma maior liberdade para o aluno variar a forma de montagem. Nas competições, em algumas das provas, os robôs precisam percorrer um trajeto, demarcado por uma linha preta. Para isso, os programadores introduziram dois sensores de reflectância, para captar a luminosidade e, ao encontrar a linha, executar os comandos necessários para que manter-se nela. Os robôs também contam com sensores de ultrassom – que emitem ondas sonoras para medir a distância entre o sensor e algum objeto, para poder desviá-los –, rodas e a placa de arduino, que é utilizada para controlar o autômato. O controle é exercido por meio da programação prévia das peças do robô.

Robótica de baixo custo

O projeto coordenado pelo professor Orivaldo Santana tem como objetivo levar os conhecimentos de robótica, programação e mecânica para estudantes de escolas públicas, além de auxiliá-los a produzir robôs de baixo custo. “Desenvolvemos um robô para ser o mais barato possível, com várias peças recicláveis ou de segunda mão. Até mesmo peças impressas da impressora 3D, para tentar deixar o carrinho o mais barato possível”, afirma o voluntário William.

 


Matéria produzida pelos extensionistas Maria Clara Pimentel, Henrique Rangel e Pedro Lúcio Neto como atividade requerida pela Ação de Extensão “Difusão das práticas de comunicação institucional da ComC&T”.

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